sexta-feira, 29 de junho de 2012

POLITICANDO...

“Política é a arte de bem governar”. Governar o quê?: O carro, a mula, a mente, o estômago, a língua, o cumprimento da saia da gatinha, o uso de pirsings e tatuagens, a sexualidade dos adolescentes, a trajetória do leito do Rio São Francisco, a provisão de energia, alimentos e água potável para os próximos 100 anos e as sociedades organizadas. E por aí vai. Se um indivíduo conseguir viver, absolutamente, isolado do resto do mundo, em uma ilha, esse, e somente esse, pode dizer: não preciso de política. Os demais, queiram ou não, fazem política. E quem diz que odeia a política, saiba que, sempre, será governado por quem a ama.
Político corrupto é conseqüência de sociedade corrupta. Político safado compra voto porque encontra vagabundos que vendem e não ao contrário! Um político que compra milhares de votos não é, apenas um corrupto, são milhares de corruptos. Pois vender o seu voto é mais grave até que o compar. O voto é meu e ninguém pode me obrigar a vendê-lo. Se eu vendo o meu voto, eu sou totalmente responsável pelo que se faz de sujo na política pública. Votar em candidato, apenas, porque é atraente (qualquer atração que seja) é vender seu voto também. O voto é uma procuração, que você passa, para que outro faça o que você não pode fazer com o bem público.Portanto, faça bom uso de seu voto, ele é seu instrumento valiosíssimo de transformação do mundo. Pense nisso!!!



Texto de Eldo Durães de Souza


quinta-feira, 14 de junho de 2012


Dor 

(Eldo Júnior)

O sonho vívido e úmido
Confronta-se com o desespero
O amargor e a sequidão
O sentimento e o enterro

A intensidade sem par e a ilusão
Deram, inocentes, as mãos
Estou despedindo de um outro mundo
Viver como louco no meio de sãos

É eterna minha inquietação
Não sei parar, não comecei
Estou sentindo e pulsa
Deus olha por mim, ajuda me

Sou falho e sonhador
Foi-se o que era sonho
Vem a covarde realidade
Me confronto com o espelho

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Amor Fugaz
(Eldo Durães de Souza)

Assim é o amor fugaz
E diz: tanto faz,
Mas, e a paz?
Será que mórbida jaz? 
O bem não nos traz
E nem nos apraz
e, com medo, talvez,
Se mantém com um pé atrás.
Talvez nem viva mais.
Mas o amor é bom demais
Pois diferentes se tornam iguais
Rebeldes retornam aos pais
O amor é tudo isso e muito mais
Não é o que sempre quis?
Então, retorne à raiz,
À fonte que é o chafariz,
Lembrando: Deus é o juiz.
Mas porque é fugaz,
Se esquece do que eu fiz.
Colore e faz-se matiz,
Se enfeita de sobrepeliz.
Mas falta firmar com raiz
Para assentar-se feliz
E em paz.
Êita amor fugaz! 

domingo, 3 de junho de 2012

Subjetivo

(Eldo Durães de Souza)




Viva a razão
diz a sociedade;
morre a paixão,
impera a impiedade
e no coração
persiste a necessidade.
É tudo vão
diz o covarde
mas não é não.
É o que diz o verdade:
Viva o amor
viva a alegria
pois se há noite,
há também dia.
Pode haver dor,
sempre haverá poesia;
é que há um grito no peito:
viva o amor
e abaixo o preconceito!
Mas a sociedade
hipócrita e indiferente
joga na cara da gente:
"Não à sinceridade"!...
e sempre busca um jeito
de obstar o amor
com um viva ao preconceito.